2.10.09

O Romance


Seria então possível, viver um desses amores arrebatadores de romances clássicos? Capitu e Bentinho se amaram... Ou Bentinho amou Capitu? Se for dizer assim, então, estamos um pouco mais próximos de nossa geração, a do amar sozinho (ou o egoísta ou o platônico) A que também é a sem romantismo qualquer, mesmo o medíocre. Na verdade Capitu, mesmo sem amar Bentinho (ou tendo um amor diferente, estranho, a seu modo...) o fazia ter sensações, despertavam um ao outro, sentimentos, mesmo que o de raiva, ou ciúme, angústia... Mas, era paixão, o amor deles! Não, por favor! Diremos não a essas paixões descabidas, loucas e doentias, mas um sonoro sim ao amor, ao romantismo, aos apaixonados Bentinhos que sumiram de nossas vidas. Ora, acreditem que devam agarrar com unhas e dentes, pelos cabelos, os seus Bentinhos, pois amor, está em falta. Vamos acreditar, em pessoas boas, de coração leve e feliz, pronto para sempre amar, dedicar-se a alguem, ao seu amor. O mundo precisa disso, são pessoas morrendo, matando, guerras, brigas, brigas, brigas... Pra que? Se estarmos em paz e felizes, nos faz tão melhores! O mundo está sem carinho, as pessoas, cada vez mais egoístas, individualistas, querem satisfação pessoal, não lembram da velha história do chinelo velho para cada pé cansado, ou vivem sós, se enchem de presenças físicas, sem carinho, sem amor, afeto, amizade, que seja! Sejamos um para o outro, Bentinho e Capitu... Com amor.


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